
Veranstaltung
- Donnerstag, 10. November 2022 13.30 – 15.00 Uhr In meinem Kalender speichern
O Brasil decidiu
Um olhar retrospectivo sobre uma eleição decisiva e uma perspectiva dos desafios futuros
10 de novembro, 13:30-15:00 horas (Brasil), 18:30-20:00 horas (Alemanha)
No dia 2 de outubro, foram realizadas as eleições presidenciais no Brasil e no dia 30 de outubro a população retorna às urnas para eleição do segundo turno. Em 10 de novembro de 2022 já estará decidido se o próximo presidente do Brasil será novamente Lula da Silva e, portanto, se o atual presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro, estará derrotado. A campanha eleitoral está em pleno vapor e há muita coisa em jogo: será que a democracia brasileira se salvará?
Utilizando este argumento, o ex-presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, se apresentou como o candidato de uma ampla aliança. Setores diferentes da sociedade estão convencidos de que o atual presidente, candidato à reeleição não deveria ter um segundo mandato. Suas políticas sociais, ambientais e econômicas são criticadas por parte significativa da população e seu discurso antidemocrático é frequente. A forma que o presidente conduziu as ações na pandemia – minimizando seus riscos e adotando um discurso anti-ciência - foi mal avaliada nacional e internacionalmente. Seu comportamento autoritário e desrespeitoso com as mulheres, a população negra, indígena e LGBTQIA+ faz com que ele perca para seu opositor nestes estratos da sociedade. No 07 de setembro, Bolsonaro realizou um evento de campanha eleitoral às custas dos recursos do Estado: canhões, shows de aviões, desfiles militares e seu núcleo de apoiadores foram às ruas. A máquina do estado segue sendo utilizada em sua campanha, noutras ocasições.
No primeiro turno, 48,5% votaram em Lula e 43,2% em Bolsonaro. Se por um lado os votos recebidos pelo primeiro colocado aproximou-se do que indicavam as pesquisas eleitorais, por outro, ninguém esperava que Bolsonaro fosse tão bem nas urnas, pois as pesquisas sempre haviam apresentado ele com cerca de 35% das intenções de votos. Nas demais eleições para os pleitos parlamentares e para o executivo estadual, candidados considerados de extrema-direita foram capazes de aumentar significativamente o poder e, em alguns casos, foram os mais votados. Parlamentares progresistas, juntos, têm menos de um terço dos votos na Câmara Federal e 20% no Senado.
Lula recebeu os mais altos índices de aprovação na história do país. Porém, parte do eleitorado o vê com críticas e a campanha do Bolsonaro e seus aliados têm postado conteúdos agressivos e, em muitos casos, falsos. Muitos pastores de igrejas evangélicas conservadoras tem propagado o apoio à Bolsonaro em seus cultos. A violencia política está alta o que ficou evidente com vários ataques físicos sofridos, principalmente, pelos apoiadores de Lula, inclusive com casos que levaram a mortes. Bolsonaro e seu eleitorado continua semeando dúvidas sobre o sistema de votação eletrônica e ainda pairam dúvidas se ele aceitará uma possível derrota eleitoral.
Se Bolsonaro for reeleito, a democracia brasileira corre o risco de ruir. Mas, nas pesquisas para o segundo turno, Lula está à frente. Políticxs bem conhecidxs, artistas, empresárixs que defendem a democracia - mesmo que não sejam necessariamente esquerdistas – tem declarado apoio ao candidato petista. Mas mesmo com uma possível vitória de Lula da Silva, o país enfrentará enormes desafios. Durante a campanha eleitoral, Lula estabeleceu alianças políticas com campos conservadores de direita que querem ajudar a definir a futura política no país. Seu candidato à vice-presidência, Geraldo Alckmin é visto pelo mercado como um garantidor disso. Haverá desafíos para que a política de Lula caminhe à esquerda, especialmente porque não haverá uma maioria progressista no parlamento.
O que o Brasil espera de seu novo presidente?
Como a campanha eleitoral de 2022 mudou a cultura política do país?
Quais meios podem ser utilizados para consolidar a democracia brasileira?
A reconhecida jornalista e autora Patricia Campos Melo já se dedicou a estudar a eleição de Bolsonaro como presidente em 2018 e também analisa esta campanha eleitoral em detalhes. Junto com ela, olhamos o período pós eleição e queremos entender melhor a campanha, seus resultados e o equilíbrio político de poder após este pleito tão decisivo.
Inscreva-se aqui!
Com:
Patrícia Campos Mello, Jornalista, Folha de São Paulo, Brasil
Annette von Schönfeld, Diretora do Escritório no Brasil da Fundação Heinrich Böll
Boas vindas: Dr. Imme Scholz, Diretora Executiva da Fundação Heinrich Böll
Moderadora: Julia Scherf, Diretora da Divisão América Latina da Fundação Heinrich Böll
E com depoimentos de vídeo de nossos/as parceiros/parceiras brasileiros/as
O evento online terá tradução simultanea para português e alemão.
Por favor, inscreva-se através do formulário nesta página.
Informações:
Mareike Bödefeld, boedefeld@boell.de
Patrícia Campos Mello é repórter freelancer e colunista do jornal Folha de São Paulo. Patrícia é formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e tem mestrado em Jornalismo Empresarial e Econômico pela New York University. Desde 2018, ela publicou uma série de reportagens sobre o uso ilegal das mensagens em massa do WhatsApp para enviar falsas notícias e propaganda para manipular a opinião pública durante a campanha eleitoral brasileira de 2018, com financiamento ilegal por empresários e uso de agências de marketing estrangeiras, bem como outras campanhas de desinformação.
Ela recebeu vários prêmios: a Ordem Nacional do Mérito francesa (2020), o Prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia (2020), o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do Comitê de Proteção aos Jornalistas (2019), o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Democracia e Justiça (2019), o Prêmio Internacional da Cruz Vermelha de Jornalismo Humanitário (2017), o Prêmio Rei da Espanha de Jornalismo (2018), o Prêmio Petrobras (2017 e 2018, o prêmio mais importante do Brasil).
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- Heinrich-Böll-Stiftung Rio de Janeiro - Brasilien
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